sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Só pára não deixar de falar
Oi Bloguinho, só voltei agora. Essa semana foi pesada. Taty doente e a gente sem saber como tratá-la. Graças a Deus ela melhorou, apesar de ainda não saber o que ela teve, mas pelo menos, se encontra sem dor. Mas foi uma barra. Tô morta de cansada! Só passei por aqui para te dá um alô, pois nem inspiração para escrever eu estou. Mas tem nada não. Amanhã coloco a cabeça em ordem e escrevo um longo texto, ok? Thau
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Tirando a poeira do blog, depois de décadas (menos) sem escrever, tô voltando. Talvez um pouco mais velha, mas com os mesmos sonhos de menina. A vida é engraçada mesmo, precisei de tanto tempo para descobrir que ainda não sei nada sobre eu mesma. E fica cada vez mais difícil descobrir, afinal, a idade vai pesando e as lembranças remotas desaparecendo. Vou ficar escrevendo todo os dias para lembrar das coisa que não quero que se apague da minha memória. Uma delas é minha cachorra Negrita que partiu e até hoje me pergunto se eu podia ter evitado a partida dela. Sei que a morte fica nas mãos do Criador, mas sei lá; de repente, se a gente trouxesse ela para casa, não teríamos dado um jeito nela. Vou explicar:
A nega já vinha sem andar direito, quando deitava para levantar tinha dificuldade, as perninhas pareciam dois gravetinhos, finas e sem firmeza. Trocava a noite pelo dia, de madrugada era possível ouvir ela batendo nas paredes ou móveis, pois já estava ceguinha, mas uma coisa era certo: ela comia tudo que achava pela frente. Tinha um faro infalível para encontrar a comida de Mocinha (nossa vira-lata que se acha). Comia sempre a dela e de Mocinha. Nunca faltava apetite para ela. Podia estar em qualquer lugar da casa, se escutasse o liquidificador batendo, lá vinha ela achando que era vitamina de banana. Comia muito e bebia muita água. Comecei a reparar que ela já não estava se alimento direito e numa quarta-feira, tudo que comeu, vomitou e depois disso, não comeu mais nada. Fiz de tudo para ela se alimentar, dei tudo que ela gostava e nada dela abrir a boca para comer, resultado: na sexta-feira, depois de dois dias sem se alimentar, ela não conseguia mais ficar em pé. Levamos para uma clinica e lá ela ficou internada. Ia fazer uns exames, tomar soro para vê se reagia.No sábado, o quadro não melhorou e quando foi no domingo, ela continuou da mesma forma. Fomos visitá-la e como doeu vê-la naquele estado. A minha nega, sempre alegre e brincalhona, envelheceu e ficou rabugenta mas nada comparado ao estado que ela se encontrava.Achando forças não-sei-aonde, decidimos que era hora de deixá-la partir. Putz, como foi difícil! Vocês não tem como ideia como a gente se sentiu: culpa,remorso, egoísmo e tudo mais. Mas decidimos pela eutanásia. Nossa, escrevendo sobre isso, mesmo já se passando quatro meses, a sensação é ainda péssima Enfim, a nega partiu e cá estou me questionando se fizemos a coisa certa. Só espero que ela possa nos perdoar e que ela fique esperando pela gente aonde ela estiver.
A nega já vinha sem andar direito, quando deitava para levantar tinha dificuldade, as perninhas pareciam dois gravetinhos, finas e sem firmeza. Trocava a noite pelo dia, de madrugada era possível ouvir ela batendo nas paredes ou móveis, pois já estava ceguinha, mas uma coisa era certo: ela comia tudo que achava pela frente. Tinha um faro infalível para encontrar a comida de Mocinha (nossa vira-lata que se acha). Comia sempre a dela e de Mocinha. Nunca faltava apetite para ela. Podia estar em qualquer lugar da casa, se escutasse o liquidificador batendo, lá vinha ela achando que era vitamina de banana. Comia muito e bebia muita água. Comecei a reparar que ela já não estava se alimento direito e numa quarta-feira, tudo que comeu, vomitou e depois disso, não comeu mais nada. Fiz de tudo para ela se alimentar, dei tudo que ela gostava e nada dela abrir a boca para comer, resultado: na sexta-feira, depois de dois dias sem se alimentar, ela não conseguia mais ficar em pé. Levamos para uma clinica e lá ela ficou internada. Ia fazer uns exames, tomar soro para vê se reagia.No sábado, o quadro não melhorou e quando foi no domingo, ela continuou da mesma forma. Fomos visitá-la e como doeu vê-la naquele estado. A minha nega, sempre alegre e brincalhona, envelheceu e ficou rabugenta mas nada comparado ao estado que ela se encontrava.Achando forças não-sei-aonde, decidimos que era hora de deixá-la partir. Putz, como foi difícil! Vocês não tem como ideia como a gente se sentiu: culpa,remorso, egoísmo e tudo mais. Mas decidimos pela eutanásia. Nossa, escrevendo sobre isso, mesmo já se passando quatro meses, a sensação é ainda péssima Enfim, a nega partiu e cá estou me questionando se fizemos a coisa certa. Só espero que ela possa nos perdoar e que ela fique esperando pela gente aonde ela estiver.
Aos poucos, vou retornando ao blog. Talvez ninguém nunca nem leia, mas para mim que não tenho ninguém para desabafar, vou usá-lo para isso, afinal foi esse o objetivo inicial quando eu comecei a escrever. Vou ficando por aqui.
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